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        <title>BS2</title>
        <description><![CDATA[RSS da BS2 Consulting - Business Support and Solutions]]></description>
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            <title>Grandes empresas fazem corrida por crédito </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/recursos-investimentos/grandes-empresas-fazem-corrida-por-credito</link>
            <description><![CDATA[19/08/10 - 00:00 &gt; FINANÇAS (DCI)<br /> Grandes empresas fazem corrida por crédito                                                                                                              <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Fernando Teixeira</div>
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<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><taghw>SÃO PAULO - A busca por crédito pelas grandes empresas está em ritmo acelerado. São dois os indicadores que mostram a nova  realidade. O primeiro é o balanço dos principais bancos do País:  excluindo-se o Itaú Unibanco, todos aumentaram suas provisões para o  segmento. O segundo indicador vem da Serasa Experian, que mostra que a  fome das grandes empresas por recursos no acumulado de janeiro a julho cresceu 12,1% na comparação com os primeiros sete meses do ano passado.</taghw><br /><br /><taghw>Um dos bancos que mostram esta realidade é o Banco do Brasil. Quando se faz a comparação entre junho do ano passado e o  mesmo mês deste ano, o aumento é de 38, 1%. No sexto mês de 2009,  o  posicionamento da carteira de médias e grandes empresas era de R$ 63,  858 bilhões; já no mesmo mês deste ano, foi de R$ 88, 193 bilhões em  recursos. Ao DCI,  o diretor da área comercial do banco, Sandro Marcondes ,  disse acreditar em demanda aquecida no segundo semestre, uma vez que elas precisarão de  empréstimos para fomentar o ciclo produtivo do final do ano. "O  empréstimo só se converte em caixa no fim do ano."</taghw><br /><br />Para  ele, o crédito para grandes  empresas depende mais da demanda do que da  oferta. "Devido ao porte, elas conseguem ter uma grande rede bancária e  acessar mercados de capitais, tanto o  doméstico como o internacional",  frisou o executivo.<br /><br />Segundo Marcondes, não é fácil conquistar os  grandes clientes. "Geralmente essas empresas fazem cotações em dois ou  três bancos. Não é somente o preço da operação que é levado em conta,  mas  agilidade, garantias e condições gerais para o negócio, como  flexibilidade ou não. Tudo conta."<br /><br />Do lado do banco,  ressalta o  executivo, a grande dificuldade é a de classificar o risco da operação,  uma vez que não há rating público. "Cada operação tem um risco. As  informações não são uniformes e cada banco se posiciona de uma forma. O  que é necessário é ter projetos estruturados e bem definidos."<br /><br />Marcondes  justifica  o aumento geral em todos os bancos com a crise externa.  "Entre abril e junho, o mercado de eurobonds se arrefeceu. Não por  coincidência, o  mercado de capitais doméstico cresceu acentuadamente."   Outro fator externo, na visão de Marcondes, tem origem na crise  americana. "Para evitar stress futuro por falta de crédito, as grandes  tomaram recursos para fazer colchão de liquidez. Quem não tem caixa não  sobrevive."<br /><br />A mesma realidade se verifica no Bradesco. Nos  últimos 12 meses, a carteira cresceu  5%. Os executivos apostam no  crescimento no segundo semestre, pois a expectativa é ampliar a carteira  entre 22% e 26%.<br /><br />No segundo trimestre, o banco fechou com saldo  de R$ 244,8 bilhões, alta de 4,1% ante o primeiro trimestre de 2010.  Deste montante, as grandes empresas respondem por R$ 82,8 bilhões. O  volume fica pouco abaixo da maior carteira de empréstimos do grupo, a de  pessoas físicas, que abocanharam R$ 89,6 bilhões.<br /><br />Durante a  apresentação dos resultados do segundo trimestre, presidente do  Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi afirmou que o banco foi o que mais  fez repasses do PIS [Programa de Sustentabilidade do Crescimento] do  BNDES: "Foram 28 mil operações de crédito", afirmou o executivo.<br /><br />Outro  banco que apresentou crescimento neste tipo de operação foi o  Santander. A reserva de dinheiro para este segmento foi a que mais  cresceu em 12 meses. Ao todo 15,7%. No fim de junho, o estoque de  crédito  subiu 6,7% e somou  R$ 42, 240 bilhões. "É uma via de mão  dupla: o banco empresta mais porque os clientes buscam mais. Ninguém  força o cliente a tomar empréstimos", ressaltou o presidente do grupo,  Fábio Barbosa.<br /><br />A única exceção ficou com o Itaú Unibanco. Em 12  meses a os volumes caíram em 1,3%, baixando de R$ 93, 174 bilhões para  R$ 91, 982 bilhões. De acordo com Rogério Calderón, diretor corporativo  de Controladoria do banco, a perda aconteceu porque as  grandes empresas  tomaram crédito via mercado de capitais. "Ano passado as empresas não  acessaram o mercado de capitais, e agora a situação se inverteu."<br /><br />Serasa<br /><br />O  gerente de indicadores de mercado da empresa, Luiz Rabi, explicou que a  demanda aumentou porque minguaram os recursos externos. "A outra  explicação é a participação do BNDES."<br /><br />Para ele, as empresas de  faturamento acima de R$ 50 milhões, consideradas grandes na pesquisa,  devem acelerar a busca  por recursos. "Entraremos no ponto crítico da  produção. Vamos ver se os bancos terão recursos para emprestar."<br /><br />A  OSX, empresa controlada por Eike Batista que atua em construção e  afretamento de unidades de exploração e produção de petróleo, obteve um  financiamento de 420 milhões de dólares com um grupo de bancos para a  construção da primeira plataforma da OGX. O prazo do empréstimo será de  oito anos e meio, informou o diretor financeiro, Roberto Monteiro.<br /><br /></div>
</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Thu, 19 Aug 2010 10:42:23 GMT</pubDate>
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        </item>
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            <title>Empresas nacionais compram R$ 39,5 bi em ativos no exterior </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/empresa-compra/empresas-nacionais-compram-r-395-bi-em-ativos-no-exterior</link>
            <description><![CDATA[19/08/10 - 00:00 &gt; FINANÇAS (DCI)<br /> Empresas nacionais compram R$ 39,5 bi em  ativos no exterior                                                                                            <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Eduardo Puccioni&nbsp;&nbsp;&nbsp; Andréia Henriques</div>
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<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><taghw>SÃO PAULO - No primeiro semestre de 2010 as companhias brasileiras foram às compras de empresas no exterior. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), nos seis primeiros meses do ano, as  companhias nacionais comparam o equivalente a R$ 39,5 bilhões em empresas fora do País. Enquanto isso, os estrangeiros adquiriram R$ 16,8 bilhões em ativos nacionais.</taghw><br /><br />No  primeiro semestre do ano, foram anunciadas 59 operações de fusão e  aquisição, correspondendo a um montante de R$ 84,8 bilhões, o maior  volume observado para este período desde 2006. O valor de 2010 registrou  crescimento de 43,2% em relação ao do mesmo período de 2009.<br /><br />Em  número de operações efetivamente finalizadas, porém, o volume  corresponde a R$ 37,2 bilhões, representando uma retração de 52% em  comparação ao mesmo período do ano passado.<br /><br />"O mercado está muito  aquecido, assim como o foi no primeiro semestre do ano. Os empresários  estão mais tranquilos com as notícias da crise na Europa. Esperamos ver  os europeus mais ativos na ponta compradora no próximo trimestre",  explica Bruno Amaral, coordenador do Subcomitê de Fusões e Aquisições da  Anbima.<br /><br />A compra de companhias dos EUA por brasileiras, por  exemplo, ficou em 20,5% do montante financeiro. Já a participação do  volume de compra de empresas brasileiras por norte-americanas encerrou o  período em 0,6%. No ano, do montante total de aquisições de  estrangeiras por brasileiras, 77,1% foram empresas europeias. Dos  investimentos estrangeiros no Brasil, destaque também para a Europa, com  63,6%.<br /><br />Outro dado que chama a atenção foi a participação de  empresas asiáticas nas brasileiras, que encerrou o semestre com 35,8%.  "Esta participação era bem inferior no período anterior. A tendência é  de empresas asiáticas comprarem brasileiras, principalmente  empresas  chinesas", afirma Amaral.<br /><br />Maiores operações<br /><br />As cinco  maiores operações anunciadas no período, lideradas pela joint venture  entre a Shell e a Cosan, com volume de R$ 11,6 bilhões, totalizaram R$  37 bilhões, volume correspondente a 43,6% dos anúncios totais.<br /><br />Entre  as outras operações mais importantes do ano, até o momento, estão:  venda dos ativos de alumínio da Vale à  Norsk Hydro no valor de R$ 8,5  bilhões; aquisição da Bunge Participações pela Vale, no valor de R$ 7  bilhões; e  aquisição da BP dos ativos brasileiros da Devon Energy  Corporation por R$ 5 bilhões. "Estamos prevendo um número recorde de  volume de operações anunciadas para este ano, ultrapassando até mesmo os  R$ 136 bilhões de 2007, nosso último recorde."<br /><br />Na participação  por setor, no primeiro semestre o destaque ficou com o Agronegócio, que  obteve 23,8% do volume total, seguido por Metalurgia e Siderurgia, com  20,2%, e Química e Petroquímica, com 16,8%. Por número de operações, a  liderança também ficou com o Agronegócio, com 16,9%, seguido por  Financeiro e Energia, ambos com participação de 10,1%.<br /><br />"O setor  de Agro liderou principalmente por conta da operação que envolveu a  Shell e a Cosan. Espero para o próximo semestre um destaque nos setores  de TI, com as operações da Vivo e Telefônica; e Oi e Telecom, além do  setor de Logística e Transporte, por conta da operação da TAM com A LAN  Chile", acrescenta Amaral.<br /><br />O coordenador da Anbima diz ainda que  no setor financeiro sempre acaba acontecendo alguma operação  significante, por isso o pôs também como destaque para o próximo  semestre.<br /><br />O mercado de fusões e aquisições bateu outro recorde no  primeiro semestre, com a maior participação de operação acima de R$ 1  bilhão, correspondendo a 37,3%. Do total, 30,5% são de operações de R$ 1  bilhão a R$ 4,9 bilhões, 5,1% de operações de R$ 5 bilhões a R$ 9,9  bilhões, e 1,7% ficou com negociações acima de R$ 10 bilhões,   representadas por Shell e Cosan.<br /><br />No ranking dos bancos, o  primeiro lugar por anúncio/valor ficou com o JP Morgan, com R$ 25,414  bilhões, seguido pelo Deutsche, com R$ 15,8 bilhões.</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Thu, 19 Aug 2010 10:37:46 GMT</pubDate>
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            <title>Fusões e aquisições devem bater recorde</title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/fusoes-aquisicoes/fusoes-e-aquisicoes-devem-bater-recorde</link>
            <description><![CDATA[<h1 class="noMargin" id="LblTitulo">Fusões e aquisições devem bater recorde</h1>
Ana Luísa Westphalen | Valor
<div class="info" style="height: 35px;">
<ul style="margin: 0pt -20px -11px; text-align: left; position: relative;">
<p>18/08/2010 15:08</p>
</ul>
<div>
<div style="z-index: 50; padding: 0pt; margin: 0pt; position: relative; right: 158px; top: -1px;">Texto:  						<a href="http://www.valoronline.com.br/?online/empresas/11/6440552/fusoes-e-aquisicoes-devem-bater-recorde&amp;scrollX=0&amp;scrollY=195&amp;tamFonte=" title="A-" class="btDiminuir" onclick="mudaFonte('menos','div_conteudo_materia');return false;" style="position: relative; left: 5px; top: 2px;">A-</a>&nbsp;</div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style" style="display: none; width: auto; margin: -25px 0pt 0pt 22px;"><a class="addthis_button_compact" style="position: relative; z-index: 10; color: #000000; text-indent: 0px ! important; width: 90px; right: 92px; font-size: 10px;">Compartilhar</a> |</div>
</div>
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<div style="float: left;"><a href="http://www.bs2consulting.com/javascript:" onclick="jscPrintWithTitle(&quot;LblTitulo&quot;, &quot;div_conteudo_materia&quot;);" class="indique_materia" title="Imprima a notícia" style="z-index: 100; text-indent: 0pt; font-size: 12px; top: 16px; left: 440px; position: relative;"> <br /> </a></div>
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<div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Trebuchet MS,Tahoma,ARial,SAns-serif; float: left;">SÃO PAULO - O  volume envolvido em operações de fusões e aquisições no mercado  financeiro deve ser recorde este ano, superando o desempenho de 2007,  quando o segmento movimentou R$ 136,5 bilhões. A expectativa é de Bruno  Amaral, coordenador do subcomitê de Fusões e Aquisições da Associação  Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais  (Anbima). "O mercado está aquecido, há muitas transações sendo  negociadas neste momento e que brevemente serão anunciadas", prevê.<br /><br />Apenas  no primeiro semestre, essas operações já somam R$ 84,8 bilhões, o que  representa um crescimento de 43% em relação aos primeiros seis meses de  2009, informou hoje a Anbima. O executivo acrescenta que, atualmente, o  mercado especula que o valor de negociações ainda não oficiais e  esperadas ainda para este ano corresponda a cerca de R$ 44 bilhões.<br /><br />Diferentemente  do primeiro semestre do ano passado, em 2010 as aquisições de empresas  estrangeiras por brasileiras predominaram, com uma fatia de 46,6% das  operações do período, o que reforça o papel do Brasil como comprador  global, avalia o coordenador do estudo. Operações entre empresas  nacionais corresponderam a 21%, enquanto aquisições de brasileiras por  estrangeiras equivalem a outros 19,8%.<br /><br />Durante os primeiros seis  meses do ano, Amaral destaca a relevante participação de asiáticos,  sobretudo chineses, nesse tipo de operação. Do total de aquisições de  empresas brasileiras por estrangeiras, que somaram R$ 16,8 bilhões, mais  de um terço do valor (35,8%) tem como origem o continente asiático. "A  Europa ainda predomina, mas no ano passado, por exemplo, a participação  da China era insignificante", compara.<br /><br />Como exemplos dessa  tendência, Amaral cita a entrada da Sumitomo Corporation na composição  acionária da Mineração Usiminas, negócio que movimentou R$ 3,5 bilhões, e  a venda de ativos da Plena Transmissora para a State Grid of China e  pela Elecnor, também por R$ 3,5 bilhões. Essas operações ocuparam a nona  e a décima colocação em temos de volume no Ranking de Fusões e  Aquisições do semestre, divulgado hoje pela Anbima.<br /><br />A joint  venture entre a Shell e a Cosan liderou o ranking, como a operação de  maior valor: R$ 11,6 bilhões. A negociação fez do setor de agronegócio,  que inclui açúcar e álcool, o principal destaque do semestre.<br /><br />Para  os próximos meses, no entanto, as fusões e aquisições do ramo de  telecomunicações devem predominar, prevê o coordenador do estudo, tendo  em vista a compra de participação da Oi pela Portugal Telecom, negócio  estimado em, no mínimo, R$ 8,44 bilhões. Também deve ter destaque o  setor de transporte e logística, com o anúncio na semana passada da  fusão da TAM com a chilena LAN.<br /><br />Mas Amaral não descarta novas  operações de fusões e aquisições entre instituições financeiras. "Nunca  me surpreendo quando aparece uma grande transação no setor financeiro",  comenta o executivo, sem citar nenhum banco específico.<br /><br /><em>(Ana Luísa Westphalen | Valor)</em></div>
<br />]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Thu, 19 Aug 2010 10:33:56 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title>Negócios</title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/negocios</link>
            <description><![CDATA[<p> </p>
<p>Em nosso trabalho temos contato com diversos tipos de empresarios.</p>
<p>Em diversas ocasiões somos solictados a intermediar negócios envolvendo as empresas desses acionistas/proprietários.</p>
<p>Nos sub-ítens desta aba, listamos as oportunidades a nós apresentadas.</p>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Tue, 17 Aug 2010 00:28:31 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title>Lucros de empresas abertas aumentam 41%</title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/reorganizacao-financeira/lucros-de-empresas-abertas-aumentam-41</link>
            <description><![CDATA[<ul style="font-size: 10px; position: relative; width: 240px; padding: 0px; margin: 0px;">
Graziella Valenti e Fernando Torres, de São Paulo (VALOR)<br style="padding: 0px; margin: 0px;" />13/08/2010<br style="padding: 0px; margin: 0px;" /> 
</ul>
<br />
<div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">A principal mudança nesses dois anos foi o motor de crescimento</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">A crise financeira que ainda abala as economias desenvolvidas já foi apagada dos balanços das companhias abertas brasileiras. Os resultados do segundo trimestre mostram que a receita e o lucro continuam crescentes, seja qual for a comparação. Houve avanço tanto diante do desempenho pré-crise, há dois anos, como em relação a 2009 - e até mesmo frente aos três primeiros meses de 2010.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">Levantamento do Valor Data com as 113 empresas abertas que divulgaram resultados até a manhã de ontem aponta lucro líquido de R$ 18,6 bilhões no segundo trimestre, comparado a R$ 13,2 bilhões em igual período de 2009 - alta de 41% - e aos R$ 15,7 bilhões verificados em 2008, antes do agravamento do cenário internacional com a quebra do Lehman Brothers. Por muito pouco, o lucro não bateu o terceiro trimestre de 2008, ápice da excelente fase pré-crise.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">"Essa safra de balanços foi muito consistente, principalmente quando observamos as vendas", destacou Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual. A receita líquida das companhias avaliadas subiu 22,2% na comparação anual, para R$ 144,3 bilhões.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">A principal mudança nesses dois anos foi o motor de crescimento. Até 2008, embora a economia doméstica estivesse bem, as exportadoras puxavam os resultados. Agora, a grande estrela dos balanços é o mercado interno aquecido. "A confiança no país só aumentou", diz Sequeira. "Os números surpreenderam positivamente em alguns casos", avalia Cida Souza, estrategista da Itaú Corretora.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">O ritmo de expansão também permitiu aumento nas margens, pois eventuais elevações de custo foram repassadas ao consumidor. A margem bruta, que consolida o efeito dos custos, ficou em 37,4% no segundo trimestre e a líquida, em 12,9%. Com isso, os indicadores praticamente se igualaram ao do mesmo período de 2008. Frente ao segundo trimestre de 2009, o avanço foi de quase cinco e dois pontos, respectivamente.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">Além disso, as empresas acumularam ganhos de eficiência obtidos com os enxugamentos na crise. O crescimento do lucro líquido só não foi maior porque muitas companhias tiveram piora na conta financeira. Enquanto o lucro operacional antes resultado do financeiro cresceu quase 130%, para R$ 30,2 bilhões, as empresas tiveram despesa financeira líquida de R$ 4,9 bilhões, ante um ganho de R$ 5,5 bilhões obtido com a valorização do real de março a junho de 2009.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; width: auto; padding: 0px;" align="justify" class="conteudo_mat_categ">O otimismo com a economia brasileira se traduziu no aumento das projeções para o ano e também da dívida, já que as empresas estão investindo para ampliar a capacidade. A dívida líquida das companhias analisadas cresceu 13,5% frente a março, para R$ 159,4 bilhões.</p>
</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Sat, 14 Aug 2010 10:27:04 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.bs2consulting.com/reorganizacao-financeira/lucros-de-empresas-abertas-aumentam-41</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Novo fôlego nos processos de fusão no país </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/fusoes-aquisicoes/novo-folego-nos-processos-de-fusao-no-pais</link>
            <description><![CDATA[<h1 class="contentheading clearfix"><a href="http://www.bs2consulting.com/ultimas-noticias/tempo-real/novo-folego-nos-processos-de-fusao-no-pais.html" class="contentpagetitle">Novo fôlego nos processos de fusão no país </a></h1>
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<div class="article-meta">Qua, 11 de Agosto de 2010 10:35</div>
<div class="buttonheading"><a href="http://www.bs2consulting.com/index.php?option=com_mailto&amp;tmpl=component&amp;link=aHR0cDovL3d3dy5pbnZlc3RpbWVudG9zZW5vdGljaWFzLmNvbS5ici91bHRpbWFzLW5vdGljaWFzL3RlbXBvLXJlYWwvbm92by1mb2xlZ28tbm9zLXByb2Nlc3Nvcy1kZS1mdXNhby1uby1wYWlzLmh0bWw=" onclick="window.open(this.href,'win2','width=400,height=350,menubar=yes,resizable=yes'); return false;" title="E-mail"></a>&nbsp;<a rel="nofollow" href="http://www.bs2consulting.com/index.php?view=article&amp;catid=85%3Atempo-real&amp;id=163924061%3Anovo-folego-nos-processos-de-fusao-no-pais-&amp;tmpl=component&amp;print=1&amp;layout=default&amp;page=&amp;option=com_content&amp;Itemid=284" onclick="window.open(this.href,'win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no'); return false;" title="Imprimir"></a> <a rel="nofollow" href="http://www.bs2consulting.com/ultimas-noticias/tempo-real/novo-folego-nos-processos-de-fusao-no-pais/pdf.html" onclick="window.open(this.href,'win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no'); return false;" title="PDF"></a></div>
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<p>O empresário Luiz Tolosa era um dos sócios da Company S/A, uma das maiores incorporadoras do Brasil. Porém, decidiu dar um novo rumo à carreira e mais fôlego para a empresa a partir de 2009. Tolosa e sócios de outras duas empresas optaram pelo processo de fusão e formaram a Brookfield Incorporações.</p>
<p>O resultado da fusão foi positivo. "A empresa resultante da fusão é muito maior, diversificada e competente que as três empresas isoladamente. Ganhamos em tamanho, visibilidade, poder de compra e presença nos maiores e melhores mercados brasileiros", conclui Tolosa.</p>
<p>Mas a decisão do empresário não foi impulsiva. Ele analisou todos os pós e contras da nova decisão. O sonho do crescimento pode atrair empresários para transações do tipo fusão/aquisição. Contudo, trata-se de um movimento estratégico e não são apenas os números que devem ser levados em conta.</p>
<p>Para ele, um movimento de fusão ou de aquisição deve sempre agregar valor, seja pela complementaridade dos clientes ou da linha de produtos, ou pela redução de custos. Pode, inclusive, ser uma estratégia de defesa, para se posicionar melhor contra a entrada de um concorrente.</p>
<p>"O acionista deve sempre estar preocupado com o retorno do projeto de fusão/aquisição e deve sempre olhar o racional e os números da transação. Frequentemente, o empresário fica muito entusiasmado com a ideia e esquece-se de fazer as contas para ver se o resultado vai ser mesmo melhor para seu negócio", comenta John Lin, consultor e sócio-gerente da Fama Privaty Equity.</p>
<p>Muitas vezes, as negociações de fusão ou aquisição de empresas não são tranquilas e, frequentemente, trazem riscos. "Passivos sempre existem numa transação de compra e venda. Muitas vezes o empresário ou dono da empresa nem sabe que eles existem, principalmente pela complexidade da legislação trabalhista e fiscal no Brasil", ressalta Lin.<br />O consultor explica que uma das etapas mais importantes do processo é a "due-diligence", na qual auditores, advogados e até consultores são trazidos para examinar o passado da empresa e identificar os potenciais riscos. A regra geral é que a parte adquirida assuma os passivos anteriores à transação.</p>
<p>Adquirir ou fundir-se a uma empresa não é garantia de sucesso. É comum haver um estranhamento de uma ou de ambas as partes envolvidas. "A conclusão da transação é o começo do processo de integração. E é quando mais de 50% das fusões e aquisições dá errado", salienta Lin.</p>
<p>De acordo com o consultor, são vários os motivos que podem levar empresários ao conflito: a inexistência de um bom plano de integração e a não definição de um líder são os principais. Todavia, hoje já existe uma experiência no mercado de fazer integração de empresas e sempre se pode recorrer ao auxílio de consultorias especializadas. Empresas brasileiras como a Gerdau, Vale, AmBev, entre outras, já têm um excelente know-how e têm reduzido o tempo de integração depois de concluído uma transação.</p>
<p>Nem a crise financeira de 2008 intimidou empresas em transações de fusão/aquisição. "O Itaú uniu-se ao Unibanco; a Sadia fundiu-se à sua arquirival Perdigão, pressionadas pela crise financeira e a loucura cambial; a Oi juntar-se com a Brasil Telecom; a Duratex absorveu a Satipel pelo bem da competitividade nos tempos bicudos; e ainda houve fôlego para a fusão da Casas Bahia com o Grupo Pão de Açúcar", lembra Christian Majczak, consultor e sócio da Go4! Consultoria de Negócios.</p>
<p>Para Majczak, o cenário econômico brasileiro é propício para fusão e aquisição de empresas, principalmente por causa do crescimento do PIB, com previsão entre 5% e 6% para 2010. "Mas é preciso pensar muito bem nos movimentos estratégicos para que o processo de fusão não vire uma "confusão". Há excelentes oportunidades, mas é uma estrada sem volta", destaca.<br />(Redação - Agência IN)</p>
</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Wed, 11 Aug 2010 14:12:24 GMT</pubDate>
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            <title>Bancos falam em alterar estrutura de captação </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/recursos-investimentos/bancos-falam-em-alterar-estrutura-de-captacao</link>
            <description><![CDATA[<br /> 09/08/10 - 00:00 &gt; BANCOS<br /> Bancos falam em alterar estrutura de  captação                                                                                                          <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Ernani Fagundes</div>
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<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><taghw> SÃO PAULO - O presidente da Federação Brasileira dos Bancos  (Febraban), Fábio Barbosa, afirmou na última sexta-feira que os  instrumentos de captação disponíveis atualmente inviabilizam a concessão  de crédito de longo prazo pelos bancos privados. "No contexto atual, os  depósitos são de prazo muito curto. Então, não é factível que o setor  privado assuma responsabilidade por operações de longo prazo", argumentou.</taghw><br /><br /><taghw>O executivo acredita que o potencial de crescimento dos investimentos no Brasil é grande. "O que existe são perspectivas de crescimento estabilizado. A taxa de investimento pode sair de 18% do PIB e ir até 22% do PIB nos próximos anos. Uma  coisa puxa a outra: uma taxa de poupança maior gera uma taxa de investimento maior", argumenta o presidente do Santander.</taghw><br /><br /><taghw>"A  infraestrutura vai demandar mais recursos do que o consumo até agora. O  setor financeiro deve ocupar o espaço que se espera dele nos investimentos em infraestrutura", ressaltou.</taghw><br /><br />Questionado  pelo DCI se o BNDES concorre com os bancos privados, Barbosa informou  que o setor privado está olhando para a frente. "Estamos estudando como  vamos fazer os financiamentos de longo prazo. Hoje o sistema financeiro  não tem condições de fazê-lo", explicou Barbosa.<br /><br />Barbosa apontou o  caminho para essa solução. "Precisamos de um arcabouço jurídico e de  mercado que permita que o sistema financeiro possa atuar sem assumir  riscos desnecessários."<br /><br />Barbosa destacou que a solução para que a  taxa de investimento possa crescer está no mercado de capitais. "A  própria criação das Letras Financeiras vai nessa direção",   exemplificou.<br /><br />Segundo o presidente da Febraban, o investidor quer  ter a perspectiva de fazer depósitos de longo prazo, mas também, caso  ele precise de dinheiro, poder fazer a venda do título através de  negociação no mercado secundário. "Não é que uma pessoa quer fazer um  investimento por 20 anos, na verdade ela quer ter certeza de encontrar  quem compre um papel por um prazo mais longo no mercado secundário, onde  ele possa obter a liquidez necessária", detalhou Barbosa.<br /><br />O  presidente do BNDES Luciano Coutinho justificou com números a forte  presença do banco no crédito a empresas. "Os investimentos fomentados  através da Bolsa de Valores caíram de 15,6% de participação em 2008 para  3,7% em 2009" apontou.<br /><br />Coutinho detalhou o perfil dos  investimentos produtivos. Os realizados a partir de lucros retidos  haviam recuado de 45,3% para 43,6% no ano da crise.<br /><br />E as empresas  tiveram de se endividar mais para investir, as captações externas  cresceram de 6,1% para 8,9%, e a emissão de debêntures avançou de 3,1%  para 4,2% no período avaliado.  Diante desse cenário, justificou  Coutinho, a presença do BNDES no crédito para investimento teve de subir  de 30% para 39,6% de participação.<br /><br />De acordo com dados  fornecidos por Coutinho, a taxa de investimento está caminhando para 19%  este ano. Ele projetou a taxa de investimento para os próximos anos.  Será de 19,4% em 2011, 20% em 2012, 21,4% em 2013 e 22,2% projetada para  2014.<br /><br />Ainda nos dados divulgados por Luciano Coutinho, ele  demonstrou que o setor industrial precisa de R$ 550 bilhões anuais em  investimentos produtivos.<br /><br />Coutinho afastou as críticas sobre a  forte presença do banco na economia. "Essa não é uma política do BNDES, é  uma política do governo implementada para dar rapidez ao investimento  produtivo", diz.<br /><br />"Ela funcionou muito bem, inicialmente com uma  taxa de 4,5% ao ano e depois a taxa subiu, e esse benefício tem até o  final do ano como data-limite", registrou Coutinho, sobre o prazo para  fim do incentivo.<br /><br />"Se o BNDES apoiasse empresas altamente  fragilizadas ou  legalmente impedidas, por razões cadastrais, de operar  com o câmbio, o BNDES  estaria fazendo  papel de hospital."<br /><br />"Mas o  BNDES não fez esse papel. O que o BNDES fez foi apoiar aqueles que  tinham condições para minimizar os problemas do setor", justificou  Coutinho.<br /><br />O presidente do banco se defendeu das críticas de  políticos e economistas. "Eu acho que esse tipo de crítica é  desinformada, por várias razões", respondeu.<br /><br />"A metade do apoio  do BNDES é pesadamente em infraestrutura. Na indústria há uma ampla gama  de setores apoiados", justificou Coutinho.<br /><br />Ele explicou quais  são os critérios para obter financiamento na instituição. "Toda  empresa  que chega ao BNDES, que tem um bom projeto, consistente com taxa de  retorno e garantias, é apoiada", detalhou o presidente do BNDES.<br /><br />"Não  existe predeterminação, favoritismo. Tudo depende da consistência dos  projetos", respondeu ele, aos jornalistas que questionavam o  direcionamento dos recursos do banco de investimentos federal.<br /><br />Durante a palestra, o presidente do BNDES falou da importância do desenvolvimento do mercado de capitais.<br /><br />"A  eventual diminuição do tamanho do BNDES deve vir acompanhada do  desenvolvimento do mercado de capitais e de crédito para auxiliar o  financiamento do investimento. Há um custo fiscal nesse processo de  transição", argumentou.<br /><br />Ele apontou o caminho para esse processo.  "Temos de buscar mecanismos indutores num processo de migração para  alongar o perfil da poupança."<br /><br />Neste ano, o banco de fomento  bateu recordes de desembolsos para  empresas, e é muito criticado pelos  empréstimos feitos pelo Tesouro Nacional para capitalizar o banco e  permitir a ampliação da carteira de crédito. A revista The Economist  chegou a chamar a instituição de pouco transparente na semana passada.<br /><br />A  principal homenageada do prêmio organizado pela revista Banco Hoje, a  presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena  Santana, informou de que o órgão regulador quer dar mais transparência  aos produtos do mercado de capitais.  "Estamos em processo de  finalização para melhorar as informações de recompra desses produtos,  como os FIDC [Fundos de Investimento em Direitos Creditórios]", disse a  presidente.<br /><br />Questionada se a autarquia vai analisar a adoção de  covered bonds para financiar o mercado imobiliário, Santana informou que  ainda não há qualquer estudo sobre o tema.<br /><br />"Os nossos produtos  de securitização, como o CRI [Certificado de Recebíveis Imobiliários]  são bastante simples e estão se desenvolvendo. Produtos mais  sofisticados exigem maior regulamentação e controle, como vem sendo  sugerido pelo G-20 [grupo das vinte maiores economias do mundo]",  respondeu Santana.<br /><br />O presidente da Associação Brasileira das  Companhias Abertas (Abrasca), Antônio Castro, ressaltou o talento da CVM  em liderar o processo de regulamentação. "A CVM iniciou um processo de  simplificação a partir da Instrução 480, que possibilita o  desenvolvimento do mercado de capitais", elogiou Castro.</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Mon, 09 Aug 2010 10:29:43 GMT</pubDate>
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            <title>Governo derruba imposto de importação de 410 produtos</title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/projetos/governo-derruba-imposto-de-importacao-de-410-produtos</link>
            <description><![CDATA[09/08/10 - 00:00 &gt; COMÉRCIO EXTERIOR (DCI)<br /> Governo derruba imposto de importação de  410 produtos                                                                                                  <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Karina NappiPaula Cristina</div>
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<table align="right" cellspacing="10">
<tbody>
<tr>
<td valign="top"></td>
<td bgcolor="#cccccc" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div id="conteudo" align="justify">
<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">SÃO PAULO - A Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao  Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic),  aprovou  cinco resoluções que alteram a regra de tributação da Tarifa  Externa Comum (TEC) para produtos do setor aeronáutico. A alíquota do  Imposto de Importação (II) passa a ser de 0% para compra de aeronaves,  aparelhos de treinamento de vôo e também para aquisições no exterior de  partes e peças destinadas a fabricação, reparo, manutenção, modificação  ou industrialização de aeronaves.<br /><br />Outra alteração importante foi a  inserção de 410 produtos na lista de ex-tarifários  - bens de serviços e  bens de capital que serão beneficiados pela redução tributária da  importação.<br /><br />O objetivo da alteração para o setor aeronáutico foi  uma ampliação da visão do setor mundialmente, aliado à proposta  brasileira submetida ao Mercosul, motivada pelos reflexos da  conjuntura  econômica internacional na indústria aeronaútica. A proposta foi  aprovada pelos demais países do bloco, conforme Resolução do Mercosul.<br /><br />De  acordo com o analista de comércio exterior Ivan Boeing, o benefício  para o setor deverá desequilibrar ainda mais a balança comercial  brasileira, uma vez que as importações tendem a aumentar; contudo, o  nome do produto brasileiro no mercado internacional deve ter maior  destaque e crescerem as exportações no longo prazo. "No curto prazo será  negativo para a balança comercial, pois haverá crescimento das  importações. No longo prazo [quando as máquinas estiverem prontas]  haverá uma alta das exportações destes produtos", diz Boeing.<br /><br />"Estamos  na TEC em grupo. Provavelmente, como é uma proposta brasileira, o maior  interesse seja da Embraer. Isto é um pleito deles que o governo acatou e  tornou possível. Eles reduziram o imposto de importação a 0%, ou seja,  não podemos ver como uma possível venda ao mercado externo somente, uma  vez que se fosse esse o único objetivo a Embraer utilizaria o drawback   [sistema de isenção de tributos na compra de peças e partes para  produção de bens,  revendidos ao mercado internacional]. Assim,  partes e  peças que serão compradas têm em vista a redução de custos de  manutenção e a expansão da frota interna", argumentou o professor do  Mackenzie, Diego Coelho.<br /><br />Ex-tarifários<br /><br />A ampliação das  importações deve permanecer crescente, uma vez que Camex  inseriu outros  410 produtos que serão beneficiados pela redução tributária na  importação até 30 de junho de 2012.<br /><br />Entre os setores contemplados, estão o gráfico, o de papel e celulose e o petroquímico.<br /><br />A  resolução diminui o Imposto de Importação para bens de capital, de 14%  para 2%, incidente sobre  400 produtos, dos quais 393 são ex-tarifários  simples e 7 sistemas integrados. Também houve redução de alíquotas, para  2%, para bens de informática e telecomunicações.<br /><br />De acordo com a  Camex, apesar de haver condições para a fabricação de alguns bens de  consumo no Brasil, no momento, não há produção no País para atender às  necessidades industriais e demandas internas.<br /><br />"Se o governo tem a  demanda do ex-tarifários, o objetivo é modernizar o parque industrial e  reduzir custos na venda interna. A redução é interessante porque não  entra em concorrência com os similares nacionais.  Isso significa que a  indústria parece estar defasada e compradora, e quer aumentar seu poder  de produção e, consequentemente, a  sua produtividade", pondera o  professor Coelho.<br /><br />O Comitê Executivo de Gestão da Camex também  aprovou ontem uma alteração no artigo 2º da Resolução n. 80, que  determinou a aplicação de direito antidumping às importações de fios de  viscose quando originárias da Áustria, da Índia, da Indonésia, da China,  da Tailândia e do Taipé Chinês.<br /><br />Outra resolução alterada é a que  decidiu a aplicação de direito antidumping definitivo às importações de  canetas esferográficas originárias da China. O objetivo é especificar  os tipos de canetas excluídas da medida antidumping e evitar que  produtos que estejam fora do objeto da investigação fiquem sujeitos à  cobrança.<br /><br />"Houve mudança na redação do item 2.2 da Resolução n.  24  para melhor especificar os tipos de caneta excluídos da medida  antidumping. Assim, passam a ser excluídos os seguintes tipos de caneta  esferográfica: canetas de maior valor agregado, comercializadas a partir  de US$ 0,50 por unidade;  canetas dotadas de corpo metálico; canetas  com previsão de troca de carga de tinta; canetas que agregam outras  funções, além da escrita; e canetas cuja descrição as coloca como  canetas de luxo", aponta o documento divulgado pela Camex.</div>
</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Mon, 09 Aug 2010 10:26:24 GMT</pubDate>
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            <title>Inflação estável pode acabar com o ciclo de alta dos juros </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/recursos-investimentos/inflacao-estavel-pode-acabar-com-o-ciclo-de-alta-dos-juros</link>
            <description><![CDATA[<br /> 09/08/10 - 00:00 &gt; POLÍTICA ECONÔMICA (DCI)<br /> Inflação estável pode acabar com o ciclo  de alta dos juros                                                                                             <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Fernanda Bompan</div>
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<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><taghw>SÃO PAULO - O acumulado em 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou, até julho, para 4,6%, ante o registrado em  junho (4,84%). Por ser muito próximo ao centro da meta estipulada para  este ano (4,5%), o resultado foi comemorado pelo governo e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar o fechamento do IPCA do mês passado, na última sexta-feira.</taghw><br /><br />Apesar  de não descartarem a possibilidade da inflação ficar abaixo de 5%,  especialistas não acreditam que o fechamento do IPCA observado até julho  deve ser a trajetória para 2010. No entanto, a maioria deles revisou  suas projeções para a taxa básica de juros (Selic) deste ano, com  possibilidade de já o ciclo de aperto monetário feito pelo Banco Central  (BC) já ter se encerrado.<br /><br />O índice de preços fechou julho a  0,01%, muito próximo à taxa de junho (0,00%). No mesmo mês do ano  passado, o IPCA havia fechado a 0,24%. Com o resultado do mês, o  acumulado do ano está em 3,10%, acima dos 2,81% referentes a igual  período de 2009.<br /><br />Tatiana Pinheiro, economista do banco Santander,  comenta que o resultado do mês passado vai ao encontro das análises do  BC, apresentadas na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom).  Desta forma, ela prevê que o aperto monetário já tenha se finalizado a  10,75%.  "É uma boa notícia para a autoridade monetária, mas acredito  que a inflação feche a 5,5%, isto porque o consumo vai ser forte,  acompanhado de expansão do crédito, que já crescem 1% ao mês."<br /><br />O  resultado do IPCA de julho foi puxado pelos preços dos alimentos, que  apresentaram deflação de 0,76%, ante retração de 0,90%, registrado em  junho. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina  Nunes, entre os alimentos, os in natura foram destaque entre os preços  pesquisados pelo IBGE, em especial o tomate, que mostrou queda de 23,90%  em julho.<br /><br />O economista chefe do banco Banif, Mauro Schneider,  afirma ser possível que o IPCA deste ano feche abaixo de 5%. "Ao  analisar os dados dos cinco anos anteriores, os quais tiveram inflação  final um pouco acima de 5%, em 2010 pode ter um IPCA abaixo deste  patamar", avalia.<br /><br />Contudo, ele entende que, os baixos preços de  grupos que compõem o IPCA, como alimentos, podem ter se "esgotado",  acompanhado pela previsão de aumento da demanda e da atividade  econômica. "Desta forma, projeto que o IPCA feche entre 5,2% e 5,3%",  diz, ao lembrar que a expectativa anterior estava entre 5,4% e 5,5%.<br /><br />Schneider  ainda não tem uma previsão para a taxa Selic neste ano. "Discute-se  agora, se em setembro haverá ou não elevação. Se houver uma elevação  será pequena, isto é, de 0,25 ponto percentual", observa. "Há uma boa  probabilidade de já ter terminado o aperto monetário. Mas precisamos  ficar atentos aos dados da economia", afirma o economista da Win Trade,  José Góes.<br /><br />Ele tem a menor expectativa para inflação de 2010 dos  especialistas consultados pelo DCI, ou seja, 4,85%. "Como há uma  previsão de que os preços dos alimentos estejam mais controlados, é  possível que o IPCA fique próximo a 5%", entende.<br /><br />"Houvesse sido o  processo de elevação de preços em 2010 corretamente diagnosticado, não  teria havido necessidade de aumento de juros, ou, pelo menos, essa  elevação poderia ter sido muito mais modesta do que tem sido. O governo  teria poupado recursos vultosos e os lucros financeiros maiores não  subtrairiam recursos importantes para o financiamento dos investimentos  na economia", analisa o Iedi, por meio de nota.<br /><br />Boa notícia<br /><br />Já  para o governo, o resultado de junho foi uma "boa notícia". Para  Eulina, o desempenho em 12 meses do índice apresentou em julho sua  terceira desaceleração consecutiva - o que seria bom para o cumprimento  de meta inflacionária este ano, na avaliação da técnica. Em junho, o  IPCA 12 meses tinha ficado em 4,84%; em maio, 5,22%; em abril era de  5,26%.<br /><br />O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também comemorou o  resultado atingido em julho e disse que o ano deve encerrar com taxa  entre 5% e 5,2%. "Fiquei satisfeito porque, mais uma vez, o IPCA veio  próximo de zero. Foi provada a tese que nós defendemos desde o início do  ano de que a inflação tinha subido por causa de um choque de oferta de  alimentos e por causa das chuvas, que elevaram a inflação  momentaneamente nos primeiros meses", disse.</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Mon, 09 Aug 2010 10:22:52 GMT</pubDate>
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            <title>Octavio Café entrará no ramo de franquias </title>
            <link>http://www.bs2consulting.com/projetos/octavio-cafe-entrara-no-ramo-de-franquias</link>
            <description><![CDATA[<br /> 09/08/10 - 00:00 &gt; FRANQUIAS (DCI)<br /> Octavio Café entrará no ramo de franquias                                                                                                               <br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/dot.gif" height="10" /><br /> <img src="http://www.dci.com.br/img/px_cinza-4.gif" height="1" width="100%" /><br />
<div align="right">Viviane Ávila</div>
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<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">SÃO PAULO - O grupo Sol Panamby, que já investe em suas  atividades cafeeiras no Brasil e no exterior, põe em prática um plano  ousado de crescimento, que engloba agora a formatação da expansão por  meio do franchising, além da abertura de lojas próprias da rede Octavio  Café, sem perder de vista a expansão em produção, industrialização e  comercialização internacional de cafés especiais. Depois da aquisição,  há três anos, da Dallis Coffee, uma das principais empresas  norte-americanas de café quase secular nos EUA, com sede em Nova York, e  da inauguração há dois anos em São Paulo do Octavio Café, cafeteria de  cafés especiais localizada na Avenida Faria Lima, região nobre na  capital paulista, o grupo investe na marca e na imagem do café no  mercado interno e no externo.<br /><br />Com isso, o grupo colabora com o  trabalho de colocar o Brasil na posição de maior consumidor mundial de  café, que hoje é dos EUA. No Brasil, o grupo já vem trabalhando forte,  juntamente com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e com  o setor, na recuperação da imagem do produto ante paradigmas que ainda  insistem em  que café faz mal à saúde.<br /><br />Mario Chierighini Filho,  diretor superintendente do Octavio Café,  conta detalhes do grande  projeto da empresa de manter o Brasil como referência mundial de café  por ser o maior produtor e exportador do mundo. Para isso, o grupo  investe  em estratégias de marketing, nos projetos de lojas e no mix dos  produtos, assim como em seu centro de treinamento profissional de  barismo, degustação e torrefação na UniOctavio, considerada uma  universidade brasileira do café e também localizada em São Paulo.<br /><br />Para  falar desses planos, Chierighini esteve no programa "Panorama do  Brasil" e foi entrevistado pelo jornalista Roberto Müller, por Márcia  Raposo, diretora de Redação do DCI, e por Milton Paes, da rádio Nova  Brasil FM.<br /><br />Roberto Müller: Ponto de encontro de empresários ou  pessoas que querem apenas saborear um bom café, o Octavio Café já  funciona há cerca  de dois anos em um ponto privilegiado, na Avenida  Faria Lima, quase esquina com a Nove de Julho, num local de muito bom  gosto.  Como vai o negócio?<br /><br />Mario Chierighini Filho: Temos dois  anos e meio de casa inaugurada e vai indo muito bem. O projeto inicial  de lançamento da cafeteria veio ao encontro dos investimentos que o  grupo Sol Panamby já vem fazendo no segmento de café, com a propriedade  em Pedregulho (SP), na região da Alta Mogiana, uma fazenda com 1.100  hectares de produção de cafés especiais, de alta qualidade. A intenção  do grupo era produzir, processar, industrializar e comercializar o  produto. Então,  decidimos começar pela cafeteria, a Octavio Café,  localizada num dos locais mais nobres da capital paulista, para  proporcionar ao consumidor  a oportunidade de aprender, ou reaprender, a  consumir um excelente café. Em função de ene problemas pelos quais o  setor passou nos últimos  20, 30 anos, perdemos muito na qualidade dos  cafés que são ofertados no Brasil.<br /><br />Roberto Müller: No Brasil, não é? Porque nosso café continuou sendo exportado.<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Alguns cafés, tecnicamente, sim. O que aconteceu é  que o brasileiro perdeu a referência e o hábito de tomar um bom café por  problemas de tabelamento de preço e por uma infinidade de problemas que  o setor industrial de café passou. Com isso, a qualidade no mercado  interno foi caindo muito nos últimos 30 anos.<br /><br /><br /><br />Roberto Müller: No exterior o café continua mantendo a qualidade?<br /><br />Mário   Chierighini Filho: Sim, continua mantendo. Mas de dez anos pra cá o  Brasil passa por um movimento muito forte de resgate da qualidade do  café brasileiro por parte da indústria e das associações de classe, a  Abic e os sindicatos da indústria do Café.<br /><br />Márcia Raposo: O Café  Octavio está expandindo para o exterior, nos EUA, e há algum tempo  comprou um dos maiores ícones americanos de torrefação e distribuição de  café, e parece que daqui em diante começa com um plano grande de  expansão e distribuição nos EUA. Pode nos dar mais detalhes sobre este  plano?<br /><br />Mario  Chierighini Filho: Quando o grupo resolveu investir  no segmento de café, aproveitou uma boa oportunidade e adquiriu a  empresa Dallis Coffee, em Nova York. Isso aconteceu há cerca de três  anos.<br /><br /><br /><br />Roberto Müller: Essa empresa é uma das mais antigas da América?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Sim. Neste ano a Dallis Coffee completa 100 anos de  fundação. Nos últimos 20 anos, a empresa vem se especializando na  diversidade de cafés, em blends (combinações) especiais de cafés finos,  exóticos e que são apreciados no mundo todo. Hoje, a empresa oferece em  torno de 70 blends de café diferenciados,  que são apreciados por  clientes de cafeterias, restaurantes e hotéis. Estamos inclusive  lançando um projeto da Dallis Coffee: um Octavio Café em Nova York,  projeto que viemos estudando desde o ano passado e em que estamos  avançando agora. Esta semana toda a equipe de lá veio ao Brasil conhecer  nossa estrutura de cafeteria e visitar a fazenda, para entender a  origem e todo o processo de produção, classificação, torrefação do café  que também é enviado a Nova York.<br /><br />Roberto Müller: O que a  indústria  discute muito é o fato de o café que sai do Brasil ser in  natura. E tem ocorrido uma luta há alguns anos no sentido da exportação  do café industrializado. Como está essa questão atualmente?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Vem evoluindo, mas muito lentamente. O café in  natura, como chamamos a matéria-prima verde, hoje é commodity, com  preços tabelados mundialmente. O Brasil é hoje o maior produtor e  exportador de café do mundo, mas o preço que custa para a indústria  nacional custa para todos os outros países, com uma pequena diferença de  valor de frete. A maior dificuldade que encontramos atualmente é no  mercado. Para levarmos ao mercado um produto industrializado, de uma  marca desconhecida, tem todo um trabalho de investimento em marketing,  da mesma forma que ocorre quando abrimos distribuição para outros  estados do próprio Brasil. Então, como temos diversas marcas nacionais e  regionais com liderança de mercado, todos os outros países também  recebem essas marcas. E a maior dificuldade que encontramos é levar um  produto que pode ser extremamente conhecido e de grande penetração no  mercado aqui, mas lá a marca ainda é desconhecida.<br /><br />Roberto  Müller: Dados da Abic mostram que o consumo do café no Brasil cresce  cada vez mais: hoje, depois da água, é a segunda bebida mais consumida.  Pesquisas mostram a eficácia do consumo do café com leite como alimento:  ele é fornecido em escolas, inclusive em escolas públicas, como  alimento. O paradigma de que o café tira o sono e faz mal à saúde hoje  mudou: o café se mostra como um complemento alimentar  importante.  Existe a possibilidade de os EUA, como maior consumidor de café,  deixarem de sê-lo, até por questões de estagnação, e o Brasil passar a  essa posição, superando os EUA? Isso está próximo?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Até o fim do ano passado, o Brasil vem recuperando o  mercado que perdeu. Fechamos 2009 com um consumo per capita em torno de  4,6 quilos por ano. Esse consumo é menor que o de 1965, 45 anos atrás,  quando a população era  praticamente a metade da de hoje. Naquela época,  o consumo era de 4,7 quilos por ano e agora estamos em 4,6. O que  acontece hoje é a recuperação do consumo que foi perdido justamente na  queda de qualidade e outros fatores negativos. Chegamos na década de  1980 a um consumo per capita de 2,2 quilos, ou seja, caiu a menos da  metade. Então, até o ano passado, praticamente recuperamos o consumo de  café de 45 anos atrás no Brasil. Existiu um crescimento, lógico, em  volume, em função do crescimento da população. Mas em consumo médio por  habitante chegamos aos níveis de 40 anos atrás.<br /><br />Roberto Müller: Isso aconteceu em função da qualidade, basicamente, ou é devido a marketing ou gestão?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: As duas coisas. Primeiro, por qualidade, e segundo  por muitas campanhas negativas do produto café. Só tínhamos notícias  negativas na mídia, campanhas e matérias equivocadas sobre café,  inclusive que faz mal e que crianças não podiam consumir. Além disso,  muitos consumidores diziam que o café brasileiro era ruim, impuro.  Existiam algumas marcas que adicionavam outros componentes, como pó de  milho ou cevada, entre outros grãos moídos e misturados ao produto, mas  não era uma realidade do mercado. Em função disso, a Associação  Brasileira da Indústria de Café (Abic), juntamente com a indústria,  preocupadas com a imagem do café no mercado, começou um trabalho de  resgate da imagem do produto, introduzindo o selo de pureza e de  qualidade. Com isso, veio a recuperação da imagem e do preço, mas, por  outro lado, com a falta de investimentos no setor perdemos muito com a  concorrência trazida pelos sucos de frutas prontos, pelos achocolatados e  pelos iogurtes. Então, estamos num processo de 20 anos, recuperando um  mercado que foi perdido.<br /><br />Milton Paes: Hoje em dia  muitas marcas  trabalham com essa estratégia de oferecer máquinas residenciais, o que  me parece uma estratégia de marketing muito boa, não? Inclusive algumas  emprestam, outras alugam as máquinas, e dessa forma acabam divulgando a  marca e fidelizando o cliente. Isso seria mais um braço de atuação do  grupo?<br /><br />Mario  Chierighini Filho: Sim. São mercados diferentes,  então estamos nos preparando para lançar o projeto de franquia do  Octavio Café. Isso deve acontecer neste segundo semestre,  até o final  do ano já teremos algumas unidades abertas. No projeto residencial,  teremos também o lançamento do café em cápsulas e as máquinas serão  importadas e identificadas com a marca Octavio. Nosso foco não é a  fabricação de máquinas, mas distribuição de cafés. Outro lançamento com  target diferenciado será o dos escritórios, para os quais ofereceremos  toda a estrutura: máquinas, com serviço de suporte e manutenção, assim  como o serviço de produtos, ou seja, não só o café, mas sachês de  açúcar, e os descartáveis.<br /><br />Milton Paes: Quando você diz escritório, isso se estende a quais segmentos?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Todos. Desde escritórios de profissionais liberais,  como advogados, médicos e dentistas, até butiques de confecção, entre  outros. Onde existir  consumo de café, estamos prontos para fornecer.<br /><br />Márcia  Raposo: Voltando à questão do exterior, em que  os EUA têm o maior  consumo per capita mundial de café: qual será o plano de distribuição do  Octavio Café em todos os estados americanos no lançamento e nos  próximos meses?<br /><br />Mario  Chierighini Filho: Primeiramente  começaremos por Nova York, onde está  a base da indústria nos EUA. Vamos  aproveitar todos os canais de distribuição que temos por lá, juntamente  com a força de vendas. E no ano que vem abriremos em outros estados.<br /><br />Márcia  Raposo: O grupo pensa em expandir o plano de franquias para o exterior  também? Ou por enquanto darão andamento só no Brasil?<br /><br />Mario  Chierighini Filho: Inicialmente, somente no Brasil, onde criamos o  formato e faremos todos os ajustes necessários para o projeto. Mas faz  parte do plano a expansão a outros países também.<br /><br />Márcia Raposo: Então, à medida que o produto for ganhando espaço no mercado externo, o formato cafeteria também entrará?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Entendemos que a cafeteria é muito importante no  processo de divulgação da marca, e como aconteceu em São Paulo, no  Brasil, hoje, o espaço é muito conhecido. Se lançássemos só o produto,  talvez ele não fizesse tanto sucesso como faz por meio da cafeteria e  seu plano de divulgação.<br /><br />Márcia Raposo: Pode-se dizer que o Octavio Café é um centro de degustação de cafés?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Exatamente. É um lugar onde as pessoas podem  provar, degustar e apreciar, sentindo todas as qualidades e diferenças  de cada blend de café.<br /><br />Milton Paes: Quando você fala em franquia,  sabemos que há algumas peculiaridades. A primeira é  padrão da montagem  das lojas e do atendimento, na qual o franqueador é o responsável por  fornecer essa infraestrutura aos franqueados. O segundo ponto é: faz  parte do projeto aumentar o número de lojas próprias do grupo tanto no  interior do Estado de São Paulo como em outros estados brasileiros?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Sim. Primeiramente, qualidade é uma questão  discutida diariamente no projeto Octavio e sempre está em primeiro  plano. Mas para esse projeto ter continuidade com sucesso, a grande  dificuldade é estender essa qualidade a outros pontos. E para isso  criamos a UniOctavio, que é a universidade do café. É um centro de  treinamento que já existe há um ano para formar nossos profissionais e  também pessoas que queiram fazer algum de nossos cursos,  independentemente de serem clientes da marca Octavio. A UniOctavio fica  em São Paulo, e oferece cursos de barismo, degustação e torra de café.  Nossa maior preocupação é formar profissionais com qualidade, e o centro  é tanto para essa formação independente, como para o treinamento das  equipes dos franqueados.<br /><br />Márcia Raposo: Essas franquias,  muitas  delas montadas em espaços menores que o Octavio Café de São Paulo,  manterão o padrão de serviço e atendimento dos cardápios elaborados por  chefs de cozinha e baristas renomados, a ponto de serem consideradas  "réplicas" da matriz? No modelo de franquia, esse valor agregado vai  junto, ou o grupo pretende formatar um padrão específico?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Serão projetos diferentes. Hoje, a casa em São Paulo  tem 100% do projeto implantado e funciona oferecendo o mix completo de  produtos da marca Octavio, que engloba dos cafés a refeições. Para o  projeto de franquias, estamos estudando três versões diferentes: loja  pequena e quiosque para shoppings e loja para ser implantada em comércio  de rua, todos com mix  adaptável a cada local. O formato do Octavio  Café, na Faria Lima, dificilmente  conseguiremos replicar, embora exista  a possibilidade de montarmos outras cafeterias desse porte em cidades  com número populacional viável.<br /><br />Roberto Müller: Você  falou em abrir unidades de cafeteria ainda este ano. Quais formatos  serão inaugurados primeiramente, loja própria ou franquia?<br /><br />Mario   Chierighini Filho: Já estamos com estrutura pronta para abrir nos dois  formatos, mas talvez as próximas unidades inauguradas sejam  lojas  próprias, até para termos o tempo necessário para formatar as franquias  como se deve, com excelência e  qualidade  de produtos e serviços.</div>]]></description>
            <author> webmaster@bs2consulting.com (Administrator)</author>
            <pubDate>Mon, 09 Aug 2010 10:06:19 GMT</pubDate>
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